3.16.2015

quem escreve assim...



"tenho quarenta e dois anos; na vida, procuro sobretudo o silêncio. não o silêncio da solidão e da angústia, dos dias em que vivi morta e chorei. é um outro silêncio. retiro das coisas mais simples um prazer genuíno e intenso: ouvir o fervilhar dos passarinhos nas árvores, ler o jornal de uma ponta à outra, ligar a telefonia no instante em que se escuta o primeiro acorde daquela canção antiga. leio como outros vêem televisão, para ocupar os serões, para adiar o momento em que apago a luz e o ruído começa."

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