2.15.2015

| pausa nas mudanças...


existem momentos, em que a prioridade deixa de ser a casa, o trabalho, o outro. existem alturas na vida, em que a prioridade somos nós. como já aqui disse, há algum tempo, não se trata de egoísmo, apenas, auto-estima, auto-preservação.

nesses momentos, o espelho torna-se num poderoso aliado. contudo, quando esse exercício diário começa a ser insuficiente, transformando a fadiga, a tristeza, a dor e o desânimo em roupa do dia-a-dia, a vida pede pausa.

pausa para nutrir a alma. sintonizar a nossa voz interior e identificar o que é que nos faz sentir inteiros, ligados ao universo. re-conectar com a nossa criança interior, re-conectar com a nossa mãe terra. re-encontrar, em nós, o que nos dá paz, força, conforto e harmonia.

as mudanças estão, praticamente, concluídas. as limpezas, feitas e os moveis, montados. faltam umas coisitas aqui e ali... mas, sim. as mudanças estão, praticamente, concluídas.

e, por isso - e, por tantas outras razões - a pausa urge. para descansar, para nutrir a alma...  porque este "regresso à casa da partida" abalou as fundações de uma vida inteira.

esta semana que entra, será para isso mesmo: "re".

re-flectir. re-conectar. re-abastecer. re-construir... para re-começar ♥



2.13.2015


"...de alma lavada e encontrada e com o coração a transbordar outra vez, agora a evolução prossegue, os bloqueios desbloquearam, sou feliz porque quero ser!"

2.08.2015

| a espondilite e o lado b da vida


quando se sofre de uma patologia como a espondilite, a rede de apoio é essencial. mas hoje, não irei falar dos meus amigos de sempre, nem da família. hoje, gostaria de prestar a minha homenagem a todos os  meus amigos espodiliticos. 

só quem tem espondilite, compreende a dor, a rigidez, o cansaço e a incapacidade inerente à doença. e, nada como ter um grupo de pessoas com o mesmo problema. juntos, desabafamos, questionamos, trocamos experiências, descobrimos formas de dar volta à coisa... tornando-se, desta forma, muito mais fácil progredir no caminho.

este meu grupo de "companheiros na doença" divide-se em três: o grupo português, o grupo brasileiro e o grupo americano. este último é, sem dúvida, o mais pragmático, lidando com a doença de uma forma consciente e programada. o grupo português vê na doença, o fado... um destino longo, um lamento triste, doloroso. o grupo brasileiro, por sua vez, desafia a doença, tornando-a, mesmo durante as piores crises, em samba: com ritmo. muito ritmo - exactamente, o oposto dos efeitos da espondilite, que nos deixa calcificados, sem movimento.

correndo o risco de melindrar, de alguma forma, o grupo no qual me incluo, dirijo-me a este meu grupo muito saudavelmente louco, que é o grupo brasileiro: quem me dera ser com vocês e conseguir sambar, ao invés de estar, para aqui, a cantar, neste "tom magoado de dor e de pranto". muito melhor seria, estar a sambar... mas que posso eu fazer? "foi Deus que me pôs no peito, um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar"...

(mas, um dia, eu chego lá! e conseguirei ver o lado b da vida, mesmo tendo um parafuso gigante, incandescente, a rodar ad eterno, na minha sacroilíaca direita!)

2.06.2015

| palavras que poderiam ser minhas...


“crescer faz parte da vida, faz parte da gente. vem de dentro, vem do querer, vem das lutas, vem dos desafios, vem dos obstáculos, das desilusões, dos desafectos, das decepções. crescer é reerguer por dentro e continuar, mesmo que o mundo diga que não dá. crescer requer cuidados, coragem, fé, força. crescer realmente dói, mas torna-nos sábios para viver e capacitados o bastante, para sempre vencer.”
cecília sfalsin

2.03.2015

...isso é amor ♥


eu tinha um ano quando nasceu. o meu primeiro amigo, o meu melhor amigo. crescemos juntos, partilhando brincadeiras, descobertas, conquistas... mães, pais e irmãos. posso dizer que a minha primeira infância foi a melhor, porque o meu mano do coração esteve sempre do meu lado.

muitos anos mais tarde, a sua presença foi essencial, numa altura, extremamente, difícil para mim, quando a doença me tinha sonegado uma grande parte da família e amigos. jamais me esquecerei das suas palavras... ficaram gravadas na minha alma.

por sua vontade, passaríamos mais tempo juntos. infelizmente, a vida tornou-me um ser esquivo, solitário. não sei explicar porquê, mas para mim, é muito difícil sair de casa, conviver com terceiros... inclusive, com aqueles que eu amo incondicionalmente.

tentei, contudo, despedir-me dele. porque sinto-o como uma parte de mim. uma parte que me é, extremamente, cara. porém, a última semana foi, verdadeiramente, caótica e a nossa despedida foi-se adiando, adiando...

e. eis que, se o "maomé não vai a montanha, a montanha vai a maomé". e, em pleno imtt, aparece-me com flores, um sorriso, aquele olhar de "porto seguro" e um abraço...

[...mais palavras para quê?]