12.08.2014

| hoje, acordei assim... com saudades


monção

de entrar à socapa no centro de congressos de aveiro para assistir a concertos sem pagar. de estar a noite inteira, com a casa cheia, rodeada de petiscos e amigos. de passear, à toa, sem horários ou destino. de subir a serra de sintra a pé, sempre por caminhos desconhecidos, atravessando propriedades privadas, fugindo de cães menos simpáticos ou, ainda, subir esta mesma serra, pela meia-noite, somente com a lua cheia a iluminar o caminho. de comer robalo assado naquele restaurante à beira-mar, na ericeira. de vaguear pelas praias de espinho, em dias de nevoeiro. dos retiros montanhas por esse mundo fora, com o meu grupo de yôga. das coreografias e sat chakras. dos tempos em que palavras como paschimottanasana ou surya namaskara faziam todo o sentido. de beber um chá de camomila numa esplanada qualquer, no cais da ribeira. dos piqueniques que fazíamos nos locais proibidos da boca do inferno. de entrar no mar de lagos, completamente vestida, em pleno inverno. de passear no parque da paz, em almada, depois de um pequeno-almoço recheado de frutos silvestres. das viagens, noites, transgressões. dos sundays repletos de chocolate quente e vodcas laranja com mais vodca que laranja. dos banhos de mar à noite nas praias de barcelona. das noitadas em frente da lareira, enrolada em edredons e amigos. dos chouriços assados em assadeiras de barro. das corridas de carros, das caminhadas, corta-matos e boleias de potenciais serial killers. das rosas vermelhas, margaridas brancas e gerberas azuis. dos passeis em navios, com famílias reais e arroz árabe. das dissecações de olhos de boi, noites agarrada à anatomia, matemática e à física aplicada. das noites partilhadas com elefantes, leões, lémures, chimpazés, hipopótamos e girafas. do embalo das ondas na baía de cascais. da explosão de aromas que envolvia a horta dos meus avós paternos, nas forcadas. dos banhos de verão, no tanque da minha tia. da vida recém-nascida nos meus braços, primeiros sorrisos, primeiros passos e primeiras palavras. da palavra Mãe – apesar de não o ser. das brincadeiras, saltos em cima da cama e corridas de carrinhos. da xana toc toc, gomby e caricas...

1 comentário:

Fê blue bird disse...

Mana linda, ficou com saudades...
tuas, muitas !

Dá notícias !

beijinho grande