11.05.2014

| bisa, querida... onde quer que estejas... a justiça foi feita


@ cheires

contam que era uma velhinha [muito velhinha, mesmo] e que tinha um dedo doente. uma unha encravada que, segundo dizem, doía muito e, por mais que tratassem dessa unha, crescia sempre encravada.

contam, também, que a bisneta [menina de três anos, saia rodada e totós enrolados em fitas cor-de-rosa] estava sempre à espreita e, quando via a velhinha [muito velhinha, mesmo] sozinha, corria e pisava-a.

de-va-ga-ri-nho-com-mui-ta-for-ça
[ao estilo, psicopata sádica]

para quem não acredita na lei do karma, eu sou um bom exemplo do "cá se fazem, cá se pagam". ah, pois! é que no verão passado, a unha do dedo grande do meu pé [pequenino, macio... de cinderela, onde só serve sapato feito por medida], começou a ficar escura.

"vai ficar negra", disse-me um amigo meu, médico. "foi trauma".

qual trauma, qual quê!!! é a treta do karma. e dói. se dói. mesmo. e pior: corta-se e ao crescer, encrava. ah, pois... encrava e nem as meias suporto.

toma lá, embrulha!

que é para aprenderes a não pisar o dedo doente
[de-va-ga-ri-nho-com-mui-ta-for-ça] 
da velhinha [muito velhinha, mesmo].

bisa, querida... onde quer que estejas... a justiça foi feita.

porque a unha encrava dói que se farta. ah, dói... dói...
[bem feito] 

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