8.25.2014

{toda doença é um grito da alma... *}


em que consiste a cura?
para quê a cura?
para quem?
estamos prontos?
o que ganhamos?
o que perdemos?
queremos realmente a cura?...

antes de tentarmos compreender o real sentido da palavra cura, há que tentar desvendar o verdadeiro significado da doença, na nossa vida.

do·en·ça 
(latim dolentia, -ae, dor)
substantivo feminino
1. falta de saúde.
2. moléstia específica (que ataca animais e vegetais).
3. [figurado]  coisa que incomoda. = mal
 in dicionário priberam da língua portuguesa

porque ficamos doentes? numa visão holística, a doença - seja ela física ou mental - é apenas um sinal de que alguma coisa não vai bem com a pessoa que está doente.

louise l. hay acredita que "o corpo, como tudo na vida, é um espelho dos nossos pensamentos e crenças internos. cada célula do nosso corpo responde a cada pensamento que pensarmos e cada palavra que pronunciarmos". ou seja: os nossos padrões e crenças mentais têm o poder de contribuir para a nossa saúde, ou falta dela.

todos nós passamos por conflitos psicológicos que, normalmente, não são tratados adequadamente. por exemplo, muitos de nós temos essa capacidade de tolerar, acenando positivamente e aceitando tudo o que nos dizem e/ou tudo o que nos acontece. esses conflitos vão se acumulando, até que chega um momento, em que a pressão é tanta, que acaba por revelar-se no corpo físico, onde o conflito é somatizado na forma de doença física ou mental.

seguem, então, as consultas, os exames de diagnóstico, os medicamentos, as cirurgias... nesta fase, estes recursos externos são essenciais, uma vez que irão proporcionar o alívio temporário necessário, para que possamos desenvolver uma postura saudável e serena, perante o que estamos a vivenciar.  urge, de seguida, identificar a causa da doença, e assim, com base nessa causa, poder transformá-la e, consequentemente, conquistar a saúde. caso contrário, a recaída é certa.

podemos, claro, lutar contra esta realidade: negar o facto de que ser ou não ser saudável, está nas nossas mãos. mas, como se costuma dizer, não é pelo facto de não acreditarmos, que a verdade deixa de o ser.

nos últimos doze anos, lutei contra a doença e a dor, não me apercebendo que estava a lutar contra mim mesma. apesar de saber, no meu íntimo, que a resposta estava em mim, procurava incessantemente por uma solução externa. assim sendo, compreendo a relutância em aceitar esta verdade, para muitos, incómoda: cada um de nós, é responsável pelo seu estado de saúde.

então, antes de [desesperadamente] procurar a cura... é necessário descobrir a razão da doença. como? observando-nos: estudando, analisando, vivenciando os nossos sentimentos e atitudes, momentos de stress (cansaço, depressão, desânimo, esgotamento), insatisfação, culpa, medo, ódio...

há que compreender que o nosso organismo não está separado das nossas experiências e que aquilo que vivemos como nossos pensamentos, sentimentos, necessidades e crenças têm uma repercussão no funcionamento de nosso corpo físico gerando saúde ou doença. essas relações entre o corpo e a mente são muito próximas e os mecanismos inconscientes são muito presentes nesta ligação.

eu acredito que toda e qualquer doença tem um fundo emocional/psicológico. acredito que somos capazes de criar as nossas próprias doenças. portanto, também somos capazes de curá-las mas, para isso, é necessário tomar consciência do facto, promover uma transformação interna gerando, assim, um campo de energia onde essas emoções, sentimentos e comportamentos negativos possam ser transmutados – modificados.

é necessário uma nova “postura interior” em relação a vida, em relação ao que se realmente é.  entrar em contacto, aos poucos - degrau a degrau, passo a passo - com nosso Eu Superior, nos auto-conhecendo, aceitando, perdoando.



* dr. richard bach

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