8.28.2014

| da crença em nós mesmos...



esta semana, a lição foi-me dada por uma criança de nove anos. a mãe recebeu um email ofensivo que a deixou bastante triste. ao ver a mãe, assim tão abalada, disse-lhe:

"recebeste um presente envenenado. mas podes decidir se o aceitas... ou não"

todos os dias recebemos presentes envenenados. doença, desemprego, decepções que nos ferem de morte. a vida encarrega-se disso.

mas a pequena [grande] inês, com a sua sabedoria de criança, tem a resposta certa para estes presentes envenenados: nós temos o poder de decisão. podemos aceitar estes presentes... ou não.

não aceitar. não baixar os braços, ir à luta. jamais desistir perante um não. porque há sempre a possibilidade de existir um sim. acreditar no sim que existe em nós mesmos... desconfiar sempre no não dos outros.

quando fui diagnosticada, eu ouvi o não do médico: não, não existe cura. mas sim. ela existe. eu sou a prova. e existem mais provas por esse mundo fora. também me disseram que não conseguiria voltar a trabalhar. sim, estou a trabalhar [mais que alguma vez trabalhei]. ao meu pai, disseram-lhe que ele não voltaria a andar, depois daquele acidente terrível que ele teve. mas, sim ele voltou a andar [aliás, não pára quieto]. à otília pires de lima, disseram-lhe que não teria mais que três semanas de vida... e já lá vão anos...

e tantos outros não, que eu ouvi que foram transformados em sim...

cabe-nos a nós decidir.

hoje, uma amiga ouviu um "não há nada a fazer" do seu médico. e eu não acredito no "não há nada a fazer". recuso-me a acreditar no "não há nada a fazer". porque sim, há. muito a fazer, até. procura em ti e encontrarás. eu encontrei, tantos que encontraram... se vai ser fácil? não. mas se tudo fosse fácil, que vitórias celebraríamos?

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