7.14.2014

{para não deixar o barco afundar...}



"gosto de um episódio da série de desenhos animados do bip bip, em que o coiote está dentro de uma cabana e quando vê que o comboio o vai atropelar baixa as persianas. é como as crianças quando fecham os olhos para desaparecerem e dizem "não estou."

esta é a atitude que, infelizmente, muitas pessoas ainda continuam a adoptar nos momentos de profunda transformação em que vivemos. em vez de saírem da cabana, construírem uma nova ou pensarem em como acabar, de uma vez por todas, com o bip bip, baixam as persianas e acreditam que assim a mudança não acontecerá.

há uma fábula na qual um cão está sentado sobre um prego e um outro cão pergunta-lhe porque não se levanta. o cão responde: «porque me dói menos do que quando me levanto.» às vezes, embora a água já nos chegue aos tornozelos, pensamos: «não me incomoda o suficiente para me ir embora.» e então a água continua a subir, primeiro até aos joelhos, depois até à cintura... e, ao adiarmos o momento da tomada de decisão, perdemos um tempo valioso.

a vida vai avisando, com pequenos sinais, quanto às coisas que precisamos de alterar ou que já não funcionam. o que acontece é que não ouvimos. preferimos continuar no convés, a dançar ao som da orquestra, em vez de prestarmos atenção aos sinais de que algo não está muito bem com o barco."

1 comentário:

Mary Brown disse...

Nós acomodamo-nos demasiado e são precisos momentos aflitivos para nos mexermos. Concordo contigo. Beijinhos