7.08.2014

| este post é sobre o amor II


"lembro-me de quando a vida me oprimia. lembro-me da vida sem palavras e da violência dos [meus] desencontros. lembro-me do som das minhas lágrimas e do som desse inferno. lembro-me, ainda que hesite passar os dedos pelas feridas de então. 
sei que qualquer coisa aconteceu nesses anos e dias que me fez duvidar se aqueles não seriam, efectivamente, os mais cruéis dos anos e dias em que a vida ficou adiada, oprimida, confinada à personagem dentro da história. a história do coração desassossegado que sussurrava que já havia partido. foram anos e dias, esses que tu sabes, em que o corpo me excedia. 
tu ignoras que foste tu quem me salvou. se não, nunca mo disseste. por educação, presumo.
abriste as janelas de par em par, puseste músicas a tocar e ordenaste que as sentisse. respiraste ao meu lado. paciente. e eu sempre me espantei com a tua capacidade de estar presente mesmo quando de mim restava tão pouco e é por isso, my someone, que há uma parte de mim que será sempre exclusivamente tua, por direito. 
porque há coisas das quais não nos podemos desfazer. de nós próprios, por exemplo." 

2 comentários:

Fê blue bird disse...

abriste o teu coração e saiu tanto amor e dedicação. LINDO!

beijinho

Mary Brown disse...

A gratidão é um sentimento tão nobre! Tal como a amizade sincera e essa o passarinho azul sabe senti-la. Beijinhos