7.03.2014

| escolher ser livre é tomar um caminho difícil e muitas vezes incompreensível



e eis que me perguntam: "disseram-me que tem espondilite e disseram-me também, que anda num ginásio e eu via-a a andar de bicicleta! as pessoas que têm dores não andam no ginásio e muito menos andam de bicicleta! ficam em casa como eu"

sim... eu frequento o ginásio, sempre que posso. tal como ando de bicicleta, assim o meu corpo me permita. mesmo quando não posso, porque o corpo e as dores não me permitem, tento fazê-lo. se, nuns dias se torna completamente impossível [porque dói muito], há outros, em que a teimosia [a minha] ganha. 

no último sábado, por exemplo, de bicicleta, fomos [eu e o meu toni] da boca do inferno até à casa da guia. e de lá, até ao centro de cascais. e regressámos, novamente, à boca do inferno - apesar de quase ter enlouquecido de dores, no dia anterior. 

se poderia ter ficado em casa, a lamentar-me pela má sorte e triste vida a minha? poderia... mas não teria sido a mesma coisa... porque o dia foi ma-ra-vi-lho-so! principalmente, o malho que dei  ri-me tanto... e é tão bom rir de nós mesmos!

ps. a doença - qualquer que seja - precisa de combustível para sobreviver. podemos alimentá-la, ou não. a escolha é nossa. 

1 comentário:

Mary Brown disse...

Se não lutarmos acabamos vencidas, sem dúvida. Beijinhos