7.28.2014

| ver o que está para além...


nos últimos dias tenho guardado um tempo para me despedir. desta lisboa que me viu nascer, das pessoas que me viram crescer. amigos de longa data, amizades que acabaram de brotar mas que as sinto ser de sempre, para sempre... amigos nos bons e maus momentos, amigos na saúde e na doença. amigos na verdadeira acepção da palavra.

hoje, aproveitei a hora de almoço para estar com alguém que foi um pouco de mim, durante muito tempo. conversamos bastante, rimo-nos muito... até recomeçar aquele discurso de sempre, a que muitas pessoas me habituaram: estavas em alta, na empresa. não vou compreender nunca, porque deixaste o teu emprego. hoje, podias ser grande. mas eu estava doente, tu sabes disso... não, só ficaste doente mais tarde.

não. eu já estava doente. é verdade que a espondilite ainda não se tinha revelado, mas o esgotamento e a depressão, sim. hipertensão, desmaios constantes, hipertiroidismo (eu, que era gordinha, de repente fiquei com pouco mais de trinta e quatro quilos). 

"eu estava em alta, despedi-me e perdi a hipótese de ser grande"

(what ever that means...)

confesso que fiquei incomodada por saber que alguém tão próximo de mim, acredita que eu desisti do meu trabalho, para o qual eu estudei e para o qual eu não me limitei a vestir a camisola - vesti o conjunto inteiro, por puro capricho... alguém que presenciou os desmaios, as viagens constantes no inem, a magreza e a fraqueza extrema. 

eu tenho uma particularidade. quando gosto de alguém, gosto desmesuradamente. eu não sei amar pela metade. é preciso um mundo, para deixar de amar alguém... mas, eu sou como o pirex*. e, hoje, algo quebrou. e eu tentei. juro que evitei ao máximo que tal acontecesse, com esta pessoa, em particular. mas aconteceu. e, sinceramente [agora, com os ânimos mais calmos], ainda bem. já deveria ter sido há uns anos atrás, mas ainda foi a tempo.  

p.s. eu não estava em alta: eu ESTOU em alta; eu não perdi a hipótese de ser grande: eu SOU grande.

*[há a porcelana que, ao mínimo toque, parte-se. nada que uma cola não resolva, mesmo sendo uma cola fraquinha. depois há o pirex. resistente, pode até cair ao chão, uma, duas, três vezes e nem sequer um risco. pior é quando parte. ao contrário da porcelana, não se divide em pedaços grandes. o que não se pulveriza na queda, divide-se em mil e um pedacinhos, espalhados por todo o lado. e não. não há mesmo nada a fazer. não é defeito é feitio]

7.27.2014

{a despedir-me da mata de s. domingos de benfica...}



em pequena, costumava frequentar parque florestal de monsanto, juntamente com o meu pai, mãe e irmã. foi lá que eu aprendi a nadar, no parque de campismo de lisboa e muitos dos nossos fins-de-semana foram passados ao ar livre, entre passeios pelos inúmeros trilhos existentes, picnics no meio da mata e muita brincadeira, no parque do alvito.

todos os anos, um pouco antes do natal, o meu pai ia comigo e com a minha irmã, mata adentro, à procura de musgo para o presépio. e, ali no meio das árvores, conseguíamos vislumbrar um pouco daquela magia que, para nós, o natal tem, somente em locais mágicos, como as florestas... ainda agora e apesar da idade, a tradição continua a mesma. no próximo natal, teremos de criar uma nova tradição, o que não deve ser difícil: vamos estar rodeados de serras. 
[e eu vou ter o meu primeiro natal com neve ❅]

a mata de s. domingos de benfica que, outrora se encheu de risos e brincadeiras (minhas e da minha mana), hoje recebeu-me com os seus longos trilhos e eu adorei ser abraçada, novamente, por todo aquele verde, tão familiar.

foi a primeira vez que andei de bicicleta, no monsanto... [porque é que não me lembrei de aprender há mais tempo???]. comecei por atravessar a ponte pedonal que liga a zona do califa à mata: sim! eu, que tenho pavor a alturas e pontes, consegui atravessa a dita. ainda tentei pedalar mas... convenhamos: atravessar uma ponte enorme, a uma altura medonha, de bicicleta... era pedir muito!!! quando cheguei à mata, tinha um "comboio"de ciclistas atrás de mim... [morri de vergonha, mas depressa os ciclistas, todos com um sorriso, me fizeram sentir, de certa forma, compreendida]. o percurso, na mata, é bastante sinuoso e com muitos obstáculos. foi bastante interessante mas, definitivamente, terei de treinar mais, até conseguir completar um trilho idêntico. ainda não tenho músculos para tanto!

hoje foi um dia bom... muito bom mesmo 

7.25.2014

{do momento certo...}

a questão de esperar até estarmos preparados é pura má-fé para connosco mesmos. nós nunca sabemos se estamos preparados sem avançarmos. a desculpa do esperar é apenas mais uma para não mergulharmos definitivamente naquilo que sabemos que necessitamos fazer. se é para fazer, façamos!

7.23.2014

| acelerar, com prudência, o ritmo dos dias...


redefinido o caminho, refeito o plano de viagem e antes de colocar os pés ao caminho, há que embalar toda uma vida e acondicioná-la em caixas. 

escolher pedaços de mim e distribuí-los pelas caixas: "para levar"; "para dar"; "para deitar fora".

quando comecei, estava longe de pensar que teria tanto trabalho pela frente... sim, esta irá ser a nona mudança em oito anos e sei bem o tanto que há para fazer. mas, nas outras oito mudanças, não foi necessário mexer em determinadas gavetas, que eu mantinha fechadas a sete chaves.

desta vez, porém, não se trata de uma mudança para a rua mais acima ou para a rua mais abaixo. mudar de concelho e de distrito, obriga-nos a libertar de tudo, o que não tem lugar na carrinha de mudanças.

já está quase tudo empacotado. deixei, contudo, as tais gavetas - as que estão, sempre, fechadas - para o fim...

abertas as gavetas: cartas, fotografias, objectos... memórias, na sua maioria, dolorosas. pessoas que partiram, objectos especiais que se esqueceram, momentos perdidos na memória... lá longe. as lágrimas escorreram e doeu. saudade... como eu sinto falta destas pessoas, destes momentos... como dói, o tanto que fui e o que ficou para trás...

[a minha vida já foi cheia. de pessoas, de risos, de vida. a minha vida já teve viagens, noites, transgressões. a minha vida já teve sundays repletos de chocolate quente e vodcas laranja com mais vodca que laranja. a minha vida já teve banhos de mar à noite e em pleno inverno. a minha vida já teve noitadas em frente da lareira, enrolada em edredons e amigos. a minha vida já teve tentativas de chouriços assados embrulhados em jornais e regados a alcoól, porque não havia assadeira de barro. a minha vida já teve corridas de carros, já limpou vomitado e  lágrimas de amigas rejeitadas pelos amigos. a minha vida já teve caminhadas, corta-matos e boleias de potenciais serial killers. a minha vida já teve rosas vermelhas, margaridas brancas e gerberas azuis. a minha vida já teve navios,  famílias reais e arroz árabe. a minha vida já teve dissecações de olhos de boi, noites agarrada à anatomia, vintes a matemática e a física aplicada. a minha vida já teve coreografias, sat chakras e retiros em montanhas. a minha vida já teve vida recém-nascida nos braços, primeiros sorrisos e primeiras palavras. a minha vida já teve a palavra Mãe – apesar de não o ser. a minha vida já teve brincadeiras, saltos em cima da cama e corridas de carrinhos. a minha vida já teve xana toc toc, gomby e caricas. a minha vida já teve tanta vida]

até agora, todas estas feridas tinham ficado guardadas nessas gavetas. fechadas, sempre, mesmo durante as oito mudanças. tudo ficava como tinha que que ficar. fechado. durante muito tempo... até... hoje.

agora, com as gavetas vazias, desmontadas e prontas para a viagem, também eu me sinto pronta. para a viagem, para a mudança, para uma nova vida. ansiosa, com um sorriso rasgado nos olhos e muita fé, acelero e sigo em frente. com prudência, claro... mas com tudo porque tudo é, somente, aquilo que eu sei que vou conseguir.

7.22.2014

| porque é de mudanças, que a vida é feita



já mudei de casa muitas vezes. muitas vezes mesmo. 
os amigos mais recentes não acreditam; os de sempre já não dão muita importância ao facto - habituaram-se a este espírito nómada, de quem não aceita ficar refém de paredes, num espaço que já nada me diz, ou num bairro que já me contou todas as histórias. 
acredito que 'mudar' é uma atitude tão coerente quanto 'não mudar' - há os que não mudam e vivem sem que nada perturbe a tranquila passagem do tempo. e as tais paredes vão ganhando 'personalidade'; cada canto, cada móvel, cada objecto, dia após dia, vai acumulando bocadinhos das nossas vivências. muda-los (mudar) implica largar esse 'timeline existencial' e abanar aquilo que muitas vezes já se transformou em comodismo. 
quantas vezes podíamos ter seguido outro caminho e não o fizemos com medo de perder algo importante - e mais vale um pássaro na mão... quantas outras vezes negámos o nosso primeiro instinto que nos diz: 'faz!', porque a voz do nosso receio nos avisa: 'vai correr mal!' - e quem te avisa... 
e o que nos leva a desistir de coisas que nos fazem sentir-nos bem porque achamos 'que não há sol que sempre dure...' e, por isso, é melhor ir já para dentro... 
é curiosa a forma como usamos os nossos provérbios e acreditamos que resumem e traduzem muita da chamada 'sabedoria popular' - eu penso que reflectem a zona de conforto onde muitos preferem viver. porque, de facto, mudar dá uma trabalheira... é tão mais simples ficar quieto.
fernanda freitas

7.19.2014

{ter fé... e acreditar}



| preparar a vida para deixar o sol entrar. principalmente, em dias cinzentos, como o de hoje. porque a qualquer instante, as nuvens desaparecerão.

desde o início deste ano, algumas portas insistiram em fechar-se. da mesma forma que outras tantas janelas insistiram em abrir-se. por mais cinzenta que a vida se apresente, devemos sempre acreditar que, mais cedo ou mais tarde, e quando menos se espera, o sol brilhará  




7.18.2014

| e...



e, de repente, já é sexta-feira.
e, de repente, já é natal.
e, de repente, mais um ano passou...
e você ficou aí parado,
apenas querendo mudar a sua vida.

autor desconhecido

seis meses passaram desde o meu esgotamento. seis meses se passaram e, apesar da minha psicóloga me garantir que eu não estou a perder tempo, é assim que me sinto. sinto-me a perder tempo e eu não me posso conceder esse luxo.

para quem passou tanto tempo confinada a quatro paredes de dor, assim que consegue a liberdade, a urgência é grande, enorme, do tamanho do mundo. e eu tenho pressa, muita pressa. por isso, estar parada, independentemente do período de tempo, para mim, é perder um tempo que não sei se tenho.

[porque ninguém sabe...]
e isso, assusta-me.



7.15.2014

| este post é sobre a amizade


a última década não foi fácil, para mim. os piores anos da minha vida foram, indubitavelmente, o ano em que a espondilite foi diagnosticada e o ano, imediatamente, a seguir. a história já é conhecida: perdida a capacidade de me locomover e/ou viver [porque dói muito], perdido ficou o emprego, para o qual estudei. sem emprego, a casa foi vendida. grande parte da minha família e amigos, desapareceram juntamente com o diagnóstico. eu morri... (porque a su a.d.* desapareceu, dando lugar a uma su, completamente diferente).

depois do médico ter-me dito que o meu caminho terminaria numa rua sem saída, senti-me perdida. sem rumo, deambulei pela vida durante muito tempo. nesse ano, isolei-me do ínfimo mundo que me restava. no ano seguinte, também... ou, pelo menos, tentei. um certo dia, my someone estendeu-me a mão e a minha vida começou a mudar. com a sua ajuda, encontrei um tratamento para o meu problema de saúde e, tal milagre, a dor foi desaparecendo, dando lugar a uma nova vontade de viver.

feliz, resolvi gritar aos sete ventos que o caminho não terminava numa rua sem saída e que era possível caminhar, sem estar de mão dada com aquela dor que atormentava a caminhada [caminhada essa, que segundo o médico (e com o tempo, viria a revelar-se assim), seria cada vez mais lenta, cada vez mais tortuosa, cada vez mais difícil].

um passarinho passava e ouviu-me. de asas feridas, juntou-se a mim.

depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. guardei a minha no bolso. e fui.
caio f. abreu

e isto foi o que aconteceu comigo... o passarinho, apesar da sua asa ferida, esteve sempre do meu lado. de cor azul, o passarinho chilreava sons tão belos que me embalavam nas horas mais difíceis [que foram muitas, porque nem sempre o tratamento surtia efeito e as recaídas repetiam-se, umas atrás das outras].

durante a minha caminhada, o passarinho azul foi, tantas e tantas vezes, o meu abrigo, o foco luminoso que me ajudava nos dias mais enevoados e nas noites mais escuras. a este passarinho, devo a minha vida. porque, com a sua ajuda, cheguei ao fim do caminho e descobri que, afinal, não era um fim... apenas, um novo começo. e que este novo começo era cheio de flores de todas as cores.

[obrigada, meu lindo passarinho azul... gosto tanto de ti...]

chamo-lhe irmã do coração... tenho mais irmãs, como sabem. e elas sabem que eu as adoro incondicionalmente. tal como sabem que a minha mana do  é e sempre será a minha pessoa...

7.14.2014

{para não deixar o barco afundar...}



"gosto de um episódio da série de desenhos animados do bip bip, em que o coiote está dentro de uma cabana e quando vê que o comboio o vai atropelar baixa as persianas. é como as crianças quando fecham os olhos para desaparecerem e dizem "não estou."

esta é a atitude que, infelizmente, muitas pessoas ainda continuam a adoptar nos momentos de profunda transformação em que vivemos. em vez de saírem da cabana, construírem uma nova ou pensarem em como acabar, de uma vez por todas, com o bip bip, baixam as persianas e acreditam que assim a mudança não acontecerá.

há uma fábula na qual um cão está sentado sobre um prego e um outro cão pergunta-lhe porque não se levanta. o cão responde: «porque me dói menos do que quando me levanto.» às vezes, embora a água já nos chegue aos tornozelos, pensamos: «não me incomoda o suficiente para me ir embora.» e então a água continua a subir, primeiro até aos joelhos, depois até à cintura... e, ao adiarmos o momento da tomada de decisão, perdemos um tempo valioso.

a vida vai avisando, com pequenos sinais, quanto às coisas que precisamos de alterar ou que já não funcionam. o que acontece é que não ouvimos. preferimos continuar no convés, a dançar ao som da orquestra, em vez de prestarmos atenção aos sinais de que algo não está muito bem com o barco."

7.12.2014

| a vida a requer uma pausa


parar. respirar fundo. [re]fazer plano de viagem. [re]definir caminho. confiar e ter fé... 

 [e, enquanto isso, aproveitar o fds numa cidade que acolhe, sempre, tão bem ♡ ]

7.11.2014

| hoje é dia de...



"os dilemas da nossa vida. as decisões. as opções difíceis que temos de fazer... todos estes são aspectos de uma mesma face: são testes à nossa capacidade de escolher. uma vez escolhendo, há que viver com coragem os resultados das nossas escolhas. sejam quais forem os resultados, a verdade é que nos colocamos em marcha quando escolhemos. e isso é a base da nossa mudança. a mudança de um dia. talvez de uma vida!"

teresa marta

7.10.2014

| tempo de viver coisas boas


é tempo de viver. é tempo de viver coisas boas. a vida vive-se todos os dias, sim... e, em cada dia é nos oferecido coisas boas. só o facto de respirarmos é uma felicidade. 

mas, há momentos em que a vida parece bloqueada e tudo o que fazemos, parece não ser o suficiente: os obstáculos teimam em aparecer, a cada curva que a vida faz. nos últimos tempos, a estrada da minha vida, assemelha-se ao percurso régua-pinhão: curva contra curva.

acredito, porém, que a vida não tem de ser essa complicação que se me apresenta - a vida é simples... nós é que a complicamos. além disso, quem conhece o percurso régua-pinhão, e apesar das curvas contra curvas, sabe que pode ser uma das viagens mais bonitas de se fazer.

necessito, portanto, de me concentrar numa condução defensiva: programar melhor a viagem, prever situações susceptíveis de criar perigo, ir mais devagar, mais atenta...

sim, acredito que, desta forma, conseguirei atingir a meta, sã e salva.

7.08.2014

| este post é sobre o amor II


"lembro-me de quando a vida me oprimia. lembro-me da vida sem palavras e da violência dos [meus] desencontros. lembro-me do som das minhas lágrimas e do som desse inferno. lembro-me, ainda que hesite passar os dedos pelas feridas de então. 
sei que qualquer coisa aconteceu nesses anos e dias que me fez duvidar se aqueles não seriam, efectivamente, os mais cruéis dos anos e dias em que a vida ficou adiada, oprimida, confinada à personagem dentro da história. a história do coração desassossegado que sussurrava que já havia partido. foram anos e dias, esses que tu sabes, em que o corpo me excedia. 
tu ignoras que foste tu quem me salvou. se não, nunca mo disseste. por educação, presumo.
abriste as janelas de par em par, puseste músicas a tocar e ordenaste que as sentisse. respiraste ao meu lado. paciente. e eu sempre me espantei com a tua capacidade de estar presente mesmo quando de mim restava tão pouco e é por isso, my someone, que há uma parte de mim que será sempre exclusivamente tua, por direito. 
porque há coisas das quais não nos podemos desfazer. de nós próprios, por exemplo." 

7.07.2014

[dos dias azuis]


| o mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa apenas lêem uma página.

agostinho de hipona

7.04.2014

de olhos [bem] abertos


| há aqueles que quando olham para o céu vêem algo tão grande que não se consegue tocar; e há aqueles que quando olham para o céu vêem algo tão pequeno que cabe dentro do olhar. 

e tu: já olhaste para o céu hoje?
pedro chagas freitas

7.03.2014

| escolher ser livre é tomar um caminho difícil e muitas vezes incompreensível



e eis que me perguntam: "disseram-me que tem espondilite e disseram-me também, que anda num ginásio e eu via-a a andar de bicicleta! as pessoas que têm dores não andam no ginásio e muito menos andam de bicicleta! ficam em casa como eu"

sim... eu frequento o ginásio, sempre que posso. tal como ando de bicicleta, assim o meu corpo me permita. mesmo quando não posso, porque o corpo e as dores não me permitem, tento fazê-lo. se, nuns dias se torna completamente impossível [porque dói muito], há outros, em que a teimosia [a minha] ganha. 

no último sábado, por exemplo, de bicicleta, fomos [eu e o meu toni] da boca do inferno até à casa da guia. e de lá, até ao centro de cascais. e regressámos, novamente, à boca do inferno - apesar de quase ter enlouquecido de dores, no dia anterior. 

se poderia ter ficado em casa, a lamentar-me pela má sorte e triste vida a minha? poderia... mas não teria sido a mesma coisa... porque o dia foi ma-ra-vi-lho-so! principalmente, o malho que dei  ri-me tanto... e é tão bom rir de nós mesmos!

ps. a doença - qualquer que seja - precisa de combustível para sobreviver. podemos alimentá-la, ou não. a escolha é nossa.