6.14.2014

{das esperas que desesperam...}


dizer que as urgências do hsm estavam impróprias para consumo, é faltar com a verdade. na sexta, dia 13, não foi um bom dia para se ficar doente... felizmente, após mais de oito horas de espera, ficámos a saber que a pancada na cabeça, não fora grave.

caso tivesse sido... bem, creio que não estaria aqui a lamentar-me pelas quatro horas que estivemos a aguardar para fazer uma tac ou pelas (+) três horas e meia, que aguardamos pelo resultado da mesma. porque se fosse para morrer, a minha mãe teria morrido. foram oito horas e meia de espera. oito horas e meia de aflição...

como a minha mãe, dezenas de outros pacientes aguardavam consulta. "falta de enfermeiros", desabafou o médico. "a equipa de enfermagem foi-se embora porque não recebe pelas horas extra".

quando fomos embora, olhámos uma última vez para a sala de espera: "as melhoras", dissemos... e fugimos dali. já não aguentávamos mais: a espera, o incerteza, o medo, o desespero, a confusão, o barulho, os gemidos dos pacientes mais graves, a impaciência das crianças [que não compreendiam porque estavam ali há tantas horas, sem que ninguém as ajudasse a acalmar a dor que sentiam]. sim, fugimos. é o termo certo. corremos dali, com as forças que nos restavam.

felizmente, tudo correu bem. a minha mãe está bem.... mas não consigo parar de pensar em todos os que lá ficaram... terão sido atendidos a tempo?

1 comentário:

Fê blue bird disse...

Eu em Novembro do ano passado estive com a minha doze horas nas urgências. Este país não é para doentes!

As melhoras da mãe e

beijinhos às duas